Enfim, NVIDIA no Fedora 9

Maio 29, 2008

Deu no BR-Linux.org: com um pequeno e desagradável atraso, a NVIDIA enfim lançou um driver BETA para o Fedora 9. Zilhões de usuários do Fedora vêm se dividindo recentemente entre xingamentos à NVIDA (pela falta do driver) e ao Fedora (por ter posto uma versão nova do Xorg no Fedora 9 sem que os drivers da NVIDIA estivessem disponíveis).

Dizer de quem é a culpa é polêmica na certa, mas o LWN publicou um artigo extremamente sensato sobre o assunto. O artigo está em inglês, mas eu ando traduzindo uns artigos do LWN para o Guia do Hardware. Se o patrão Morimoto pedir para traduzir esse eu coloco o link da versão em português para vocês.


F9: Evolution, integração com o Google Calendar e eu desistindo do F9

Maio 24, 2008

Sei que clientes de email estão ficando meio fora de moda agora que os webmails suportam gigas e mais gigas de mensagens, mas sou meio paranóico, fico com medo do Google apagar minhas mensagens todas e eu perder minhas memórias… A questão da privacidade eu não esquento muito não, estamos todos nas mãos do Google mesmo.

Bom, o fato é que uma das coisas que me atraíram no Fedora 9 foi o suporte do Evolution ao Google Calendar. Era tudo o que eu queria: posso usar minha agenda online e ter uma cópia bonitinha dela no meu desktop. Eu já tinha testado uma extensão do Thunderbird que fazia mais ou menos a mesma coisa e tinha achado bem interessante. Não consigo me decidir entre o Thunderbird e o Evolution, mas no momento uso o Evolution, e queria muito esse suporte ao Google Calendar.

Acabei de testar o novo recurso do Evolution, e confesso que não entendi. Escolhi nova agenda, marquei que era do Google e o Evolution pediu meu nome de usuário e senha. Eu dei. Em poucos segundos lá estava meu calendário do Google. Mas só um, e eu tenho quatro. Raios, como faço para adicionar os outros calendários?!? Há um campo Nome, mas é figurativo. Por exemplo, tenho uma agenda chamada “Pessoal” e outra chamada “Traduções – Entregas”. Mesmo que eu coloque “Traduções – Entregas” no nome, só aparece a “Pessoal”.

Já não bastava o tal problema do driver da NVIDIA (para quem não sabe, por enquanto o driver proprietário da NVIDIA não funciona no Fedora 9), agora essa decepção com o plugin do Evolution. Estou desanimando de instalar o Fedora 9 no meu PC, acho que vou esperar o 10. Não que eu não leve fé no Fedora 9 (Fé-dora?). É que esta é minha máquina de trabalho, o Fedora 8 vem atendendo as minhas necessidades com quase perfeição – exceto por um probleminha ao acessar o virtualbox a partir de um computador remoto via freeNX – e instalar o Fedora 9 ou qualquer outra distro agora, que estou cheio de trabalho, é arriscado. Devo comprar um PC novo até o fim do ano, aí instalo o Fedora 10 nele. Antes eu instalava uma distro nova todo mês, acho que estou ficando velho. :-)

De qualquer maneira, o Fedora 9 vai ser instalado no PCzão do meu sogro. Ele mora fora da cidade, e eu e minha esposa costumamos passar uns dias por lá todo mês. Ele comprou um computador para eu poder trabalhar por lá – tradutor trabalha a qualquer hora, em qualquer lugar. Como o PC está “zerado”, vou colocar o F9, pois não corro o risco de perder nada importante. Nada pessoal contra o Fedora 9, mas embora eu acredite que ele esteja mais “redondo” que o 8, faltou aquele “tchan” que vai me convencer a arriscar a estabilidade do meu excelente Fedora 8, reinstalando tudo. Fedora 10, me aguarde!!!

Autalização: parece que não sou o único a ter problemas com o plugin do Google Calendar para o Evolution. A turma do Ubuntu também está tiririca, dizendo que o plugin está longe de ser funcional e não deveria ter sido anunciado como recurso do GNOME 2.22. Assino embaixo.


F9: o Abiword está tomando jeito…

Maio 23, 2008

Ainda não tive coragem de instalar o Fedora 9 porque estou cheio de trabalho e não posso arriscar ter algum problema no PC agora, mas continuo brincando com o live CD.

Finalmente o Abiword parece estar salvando documentos em .odt de maneira razoável. Embora use o BrOffice para serviço pesado, sou um grande fã do Abiword. Ele é bem mais leve e eu gosto do visual dele, mais simples. No Fedora 8 ele já gravava em .odt, mas misteriosamente sumia com todos os links que eu colocava no documento — faça o teste, você que ainda está no Fedora 8: digite um documento com links, salve em .odt, feche e abra de novo o arquivo. Lá se foram os links. Fiquei feliz ao ver que no Fedora 9 isso não acontece mais, o que significa que o Abiword vai estar bem mais presente no meu trabalho de tradutor daqui para frente.

O Fedora 9 também inclui outra novidade interessante para tradutores como eu, o Aiksaurus. Trata-se de uma espécie de dicionário de sinônimos: digite uma palavra e ele vai te mostrar tabelas com palavras semelhantes ou relativas à palavra original, agrupadas de maneira sensata. É muito bom para aqueles momentos em que você está procurando uma palavra diferente para expressar aquela idéia… pena que não funciona com palavras do português, seria incrivelmente útil para mim.

Além de poder ser chamado em separado pelo menu do Gnome, o Aiksaurus tem um plugin para o Abiword que já vem habilitado por padrão. Com isso, se você clicar em uma palavra no Abiword com o botão direito pode mandar buscar seus sinônimos no Aiksaurus. Extremamente útil, ao menos para mim. Quem quiser testar o Aiksaurus pode dar uma espiada na versão online:

http://www.cs.utexas.edu/users/jared/aiksaurus/index.cgi?lookup=car


PackageKit, e eu admitindo que sou um idiota

Maio 20, 2008

Quando usei o Fedora pela primeira vez, na versão 7, teve uma coisa que eu odiei logo de cara: o Pirut.

Além do nome quase ser uma pegadinha para nós, falantes do português, o Pirut era o instalador gráfico oficial de programas do Fedora. Faltam-me palavras para descrever como o programa é horroroso. Ele tem umas letras enormes, é meio desengonçado… fora que é lerdo, você fica séculos esperando as listas de pacotes serem carregadas… affh!

Logo me avisaram:”rapaz, usa o YUMEX, ele é quinhentas vezes melhor…” E eu pensei “Ora bolas, se fosse quinhentas vezes melhor, o Yumex seria o instalador de pacotes padrão, e não o Pintot. Quero dizer, o Pirut.

Ok, agora é oficial: eu sou um idiota. Testei o Yumex e ele é, sim, quinhentas vezes melhor. Só que o manezão aqui só foi descobrir isso semana passada, com o Fedora 9 saindo do forno com um novo instalador de pacotes melhor ainda, o PackageKit. Raios!

A idéia do PackageKit é ser um gerenciador gráfico de pacotes universal, usado por várias distros. Isso não quer dizer que com ele você vai poder instalar .debs no Fedora. O PackageKit é apenas uma interface comum, que no Ubuntu lida com os .debs e no Fedora lida com os .rpms. Sacaram? O mesmo programinha, cuidando de repositórios e tipos de pacotes diferentes em cada distro.

E o danado do programa parece bom mesmo. Como disse no último post, estou brincando com o Fedora 9 no live CD, então ainda não testei o PackageKit a fundo, mas gostei de três coisas. Primeiro, ele é rápido. Segundo, ele é fácil de usar, porque tem uma interface bem organizada e com letras de tamanho normal… e terceiro, porque parece que ele tem um plugin para o yum que torna as coisas quinhentas vezes mais rápidas até pela linha de comando. Depois de atualizar os repositórios pelo packagekit, experimente dar um yum list no terminal: ele vai mostrar o resultado da busca na hora!

Eu sei que a turma do Fedora defende essa coisa de que o Yum tem que ficar atualizando o banco de dados via internet toda vez que você realiza uma operação com pacotes. Eu até acho isso certo quando você dispara um yum install, mas porque o meu yum list tem que ser tão lento? O Fedora também checa a lista pela internet? Eu já tentei usar a opção -C para usar só o cache local, mas com o yum list não adiantou nada, e continuo tendo que esperar uns vinte segundos ou mais só para saber se o leafpad está nos repositórios ou não.Digam se estou fazendo alguma coisa errada: yum -C list leafpad.

Quer dizer, eu TINHA que esperar. O plugin do package kit faz a operação de busca do yum ser quase automática, adorei esse negócio. É tão rápido que vocês vão ter vontade de procurar até pelo nome dos vizinhos com o yum para ver se tem algum pacote com o nome deles. :-)

No lado negativo, o Linux.com publicou um review sobre o Fedora 9 e criticou a falta de recursos do PackageKit — notadamente, a falta da opção de instalação de grupos de pacote. Isso significa que instalar o KDE ou as ferramentas de desenvolvimento vai ser bem trabalhoso se você não souber usar o yum groupinstall pela linha de comando. Mas no próximo post eu comento sobre as análises que já pintaram sobre o Fedora 9…


Brincando com o Live CD + sobre o papel de parede

Maio 17, 2008

Lembram que eu disse que instalaria o Fedora 9 na quinta? Não deu, continuo entupido de trabalho, o que certamente é bom, mas às vezes parece ruim :-)

Instalar o Fedora 9 não é tão simples para mim porque dependo de alguns aplicativos Windows para meu trabalho diário como tradutor, e rodo o Windows em modo seamless pelo VirtualBox. Tenho que instalar o Fedora 9 e me certificar de que está rodando direito, e depois me certificar que meu disco virtual Windows também está ok, e de que o VirtualBox não tem novos bugs… Ou seja, é arriscado pois se algo der errado posso perder prazos de entrega de traduções.

Sigam o raciocínio do Betão: meu HD só tem 40GB. Minha partição raiz tem pífios 5GB, o resto é da HOME (que já está entupida) e do SWAP. Fiquei todo empolgado quando vi que poderia fazer um upgrade ao invés de uma instalação limpa, mas não tenho espaço na partição raiz para a cópia dos arquivos… raios! Vou ter que fazer uma instalação limpa mesmo, vamos ver se consigo semana que vem.

Como eu não me aguento, baixei o live CD do Fedora 9 para brincar um pouco. Parece que agora é possível gravar as alterações em um pendrive, fiquei interessado. Posso ir mexendo no Fedora 9, instalar uns programas e depois não perco as modificações. Vou mexer nisso e depois conto para vocês como funciona.

Por enquanto, posso dizer que o papel de parede da versão final está bem diferente daquele cocô que estava sendo usado nas versões beta. Parece que o sujeito que faz o papel de parede recebeu muitas críticas e, em cima do lance, já quase no lançamento do Fedora, desenvolveu um novo 500 vezes melhor. Tem gente que trabalha bem sob pressão, tragam um suco de laranja para o rapaz que ele se saiu bem dessa. Chamo isso de “saída Indiana Jones”, a porta estava quase fechando e o sujeito meteu a mão por debaixo e pegou o chapéu de volta. Já pensou que horror o Fedora 9 ser lançado com aquele papel de parede horroroso? Se você gosta do papel de parede anterior, não me xingue, só estou dando minha opinião :-)

Vamos cruzar os dedos para que segunda-feira o Distrowatch Weekly traga um belo review do Fedora 9. Toda semana eu traduzo a matéria principal do DW para o Guia do Hardware, e se tudo correr bem teremos um belo e positivo review sobre o Fedora 9 publicado em português no maior site de informática do Brasil.


Review do Fedora 9, por Rodrigo Menezes

Maio 14, 2008

O Rodrigo é embaixador do Projeto Fedora Brasil, e publicou um review do Fedora 9 em seu blog. Dêem uma espiada.


E saiu o Fedora 9…

Maio 13, 2008

Pois é, o Fedora 9 saiu. Hoje acordei bem cedo porque tinha que revisar uma tradução que fiz ontem, e era para entregar hoje pela manhã. Seis da manhã entrei no site do Fedora achando que já encontraria notícias, e nada. Não sei para que tanto fogo da minha parte: tenho uma tradução grande para entregar na quinta, não posso me arriscar a instalar o Fedora 9 por aqui e atrasar a entrega.

Falaram que o Fedora saía sempre numa determinada hora, mas fiquei em dúvida com o fuso horário, que horas seriam lá nos Estados Unidos? Aliás, o relógio internacional do Gnome 2.22 é um dos principais motivos para eu migrar para o Fedora 9…. depois explico para vocês como esse relógio pode ser útil para um cara como eu.

Bom, por enquanto não tenho muito mais a dizer, afinal, ainda estou baixando a iso do DVD via bittorrent. Não tenho porque congestionar ainda mais os mirrors do Fedora, sem falar que baixando pelo torrent não corro o risco do arquivo vir corrompido.

É isso aí, parabéns ao projeto Fedora por mais um lançamento. Acho que quinta-feira faço a instalação. E como diria o gaguinho, por hoje é só, pe-pessoal.


Amanhã sai o Fedora 9

Maio 12, 2008

Estamos quase lá, a expectativa é grande: amanhã sai o Fedora 9. Nós devemos parecer muito nerds mesmo, para ficar na expectativa pelo lançamento do novo Fedora como crianças esperando pelo presente de natal :-)

O Distrowatch já publicou um breve preview, baseado numa imagem iso do DVD de instalação do Fedora 9 que supostamente vazou. Eu não levo fé nessas coisas, prefiro esperar o lançamento oficial. Eu tinha visto um tópico no fórum do Fedora sobre essa ISO, mas houve uma certa polêmica, o pessoal apontou que não era a versão final e agora não consigo mais achar a thread — não sei se apagaram ou se eu é que me perdi. Meu conselho é: aguardem só mais um pouco para baixar o Fedora 9. Já esperamos tanto, não é mesmo?

Lembram que anteontem eu disse que a coisa que eu mais gostava no Fedora era o fato dele ser um híbrido desktop/servidor (espero que tenham sacado a referência ao Duas-Caras do Batman)? Parece que o Distrowatch também gosta disso (tradução minha, em alguns dias deve estar no Guia do Hardware, porque eu traduzo essas matérias do DistroWatch para eles):

O Fedora se tornou uma das distribuições com maior ênfase em tecnologia de ponta nos últimos anos, com muitos recursos experimentais e um monte de aplicativos atualizados, porém relativamente pouco testados. Mas ao mesmo tempo, os desenvolvedores do Fedora já criaram uma reputação de serem capazes de transformar as últimas tecnologias Linux em um desktop bem acabado e estável.


Eu fedoro, Tu fedoras, Ele fedora

Maio 10, 2008

Decidi começar este blog porque reparei que, embora tenha muito destaque lá fora, o Fedora tem muito pouca participação na preferência dos usuários Linux brasileiros.

Isso me intriga bastante. O Ubuntu é um baita sucesso por aqui, e ele merece, é um ótimo produto. O problema não é o Ubuntu ganhar do Fedora, afinal, cada um tem seu gosto e são duas excelentes distros. O que eu não entendo é porque há tão pouca gente usando o Fedora por aqui. O Projeto Fedora Brasil faz um excelente trabalho de divulgação, mas parece que as pessoas não se empolgam. Com o Ubuntu as coisas parecem ser bem diferentes, há vários blogs de grande qualidade (agregados no Planeta Ubuntu) em que usuários declaram diariamente sua paixão pelo sistema. Talvez esteja faltando isso no Fedora: usuários comuns, em seus blogs, dizendo porque usam o Fedora e porque seus visitantes deveriam usar também.

Achei que seria melhor parar de reclamar e comecei este blog. Quem sabe outros “fedoros” se empolgam e seguem o exemplo. Então, vou explicar para vocês meus motivos para usar o Fedora.

Até o ano passado eu já havia experimentado várias distros: Mandrake, Kurumin, Ubuntu, Mandriva, Suse, Slackware… gostei um pouco de todas. Então experimentei o Fedora 7. Gostei bastante do resultado, mas acabei passando para o CentOS, porque na época eu estava trabalhando com servidores e queria algo bem estável.

Depois de abandonar esse negócio totalmente insano de trabalhar com administração de servidores – os caras que fazem isso ou são loucos ou são heróis – abracei a carreira de tradutor que já tinha rendido o meu diploma em Letras e voltei ao Fedora, dessa vez na versão 8.

Escolhi o Fedora porque ele é um produto de grande qualidade, como várias das distros que testei. É estável, como algumas distros que testei. E, acima de tudo, porque é uma distro fácil de entender. Fiz um breve teste com o Debian antes, mas há tantos scripts de inicialização, um apontando para o outro que aponta para o outro… achei o Fedora mais simples, eu consigo entender o que se passa do boot até o GNOME.

Fora isso, gosto das ferramentas de configuração do Fedora e gosto do parentesco com o RedHat Linux. A RedHat é incrível, e sinto que há uma seriedade no Fedora que vem, em grande parte, desse parentesco. Alguns criticam o Fedora por ser meio híbrido, não saber se é um servidor, um Linux corporativo ou um sistema para usuários domésticos. Pois é exatamente isso que me atrai no Fedora. Nos meus testes, ele se mostrou mais estável do que as outras distros que testei, o que atribuo ao lado servidor/corporativo da distro (que, por exemplo, é um ponto fortíssimo do CentOS).

Por outro lado, o Fedora tem as versões mais recentes de vários programas (ponto fraco do CentOS), o que atribuo ao lado desktop da distro. No final das contas, temos uma distro moderna, atualizada e bastante ousada, dando o primeiro passo em tecnologias como o PulseAudio, sem, no entanto, fazê-lo de maneira irresponsável e atrapalhada. O Fedora inova, mas se preocupa em inovar com responsabilidade. Acho que é por isso que escolhi o Fedora, ele satisfaz minha sede de novidades sem que eu tenha que abrir mão da estabilidade. Afinal de contas, como tradutor, trabalho em casa e uso o Fedora para isso. Se o Fedora pifar, o trabalho pifa, e aí o condomínio pifa, a conta de luz pifa e a esposa vai me dizer, “por que você não usa Windows como todo ser humano normal?”

Vejam o caso recente do Ubuntu. O Hardy Heron acabou de sair em versão LTS, com suporte estendido, focado no mercado corporativo. Mas veio com uma implementação meio capenga do PulseAudio, e tem gente que manja reclamando da instabilidade que ele vem causando. Além disso, temos o Firefox 3 beta. Eu estou usando o Firefox 3, estou adorando, mas digam o que disserem sobre ele, eu JAMAIS incluiria um beta, por mais estável que fosse, em um lançamento com foco no mercado corporativo. Parece que o Ubuntu deixou o lado “que-legal-o-Firefox-3-é-o-máximo-o-pulseaudio-é-incrível” falar muito mais alto que o lado “empresas-vão-usar-vamos-pegar-leve.” Acho que o Fedora lida melhor do que o Ubuntu com esse equilíbrio doméstico/corporativo, e acaba favorecendo caras como eu, que usam o computador para trabalhar e para se divertir. Mas EU GOSTO DO UBUNTU, então não me venham com flames!

Por isso, digo a vocês que o Fedora merece alguns minutos da atenção de vocês. A versão 9 está saindo do forno esta semana,e parece ótima. Baixe o live CD, há versões com o GNOME e o KDE, você pode escolher. Teste, instale numa partição separada, use por uns dias. Depois volte aqui e conte do que você gostou ou não gostou. Quem sabe o Fedora não conquista você?


Apresentações

Maio 9, 2008

Vamos começar com as apresentações típicas de um primeiro post: meu nome é Roberto, tenho 29 anos, moro no Rio de Janeiro e sou tradutor inglês > português. Não, não sou tradutor do Fedora, embora tenha dado uma forcinha nas traduções do wiki brasileiro e das notas de versão do Fedora 8, no ano passado.

Uso Linux há uns cinco anos, mais ou menos. Passei por várias distros, ano passado testei o Fedora 7, gostei, fui um pouco para o CentOS, este ano voltei para o Fedora 8 e decidi ficar por uns tempos. Aguardo o lançamento do Fedora 9 para instalar no meu velho Duron 1300MHz, e no computador novinho que pretendo comprar nos próximos meses.

Neste blog vamos falar sobre o Fedora — ok, o título do blog acabou com minhas chances de fazer suspense. Acho que sou o que se chama de usuário avançado: mexo em um monte de coisas, sei resolver alguns problemas e até já recompilei um driver para uma placa de rede que não funcionava, e vivo falando isso para todo mundo como se fosse uma grande façanha. Coisas de um cara que curte muito Linux, mas nunca compilou um kernel e é péssimo em matemática. Não é a toa que sou tradutor, meu negócio são as letras.

Sendo assim, este blog não é exatamente voltado a novatos que nunca usaram Linux na vida (embora eu possa postar algumas coisas mais básicas), nem aos feras em busca de informações mirabolantes sobre as entranhas do kernel Linux. Fico no meio do caminho, e estou feliz assim. Já fiz uns programinhas web com PHP, sei umas poucas coisas de Python e gosto muito de shell-script, mas me embolo todo com a sintaxe e sempre tenho que tentar várias vezes até acertar. Ou seja, manjo alguma coisa de Linux, mas é por pura insistência, porque definitivamente não tenho cérebro matemático. É como aquela história do Zico — dizem que ele não levava jeito para o futebol, que não tinha aquele talento natural para a bola, mas que treinou tanto que acabou virando fera.

No próximo post eu explico porquê decidi começar este blog. Por enquanto é isso, sejam bem-vindos!

PS: se precisarem de um tradutor, já sabem onde me encontrar: www.bechtranslations.com :-)